Radiação do celular pode atingir partes mais profundas do cérebro de crianças, diz pesquisa

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Nenhum Comentário Por Agência Visual News, 7 de março de 2017

Uma matéria publicada pelo grupo ATARDE trás uma importante pesquisa para contextualizar os riscos que era da internet, das novas tecnologias e dos smartphones podem trazer para ávida de seus usuários, inclusive para as crianças, que estão substituindo brincadeiras tradicionais pelos modernos celulares, seja para jogos, uso de redes sociais ou até mesmo para fazer ligações.

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Um alerta está sendo emitido para os danos  que o “vicio” a estes aparelhos eletrônicos pode trazer à saúde dos filhos, de acordo com a pesquisa Exposição das radiações decorrentes do telefone celular e efeitos na saúde de crianças e adolescentes, realizado pela física baiana Denize Francisca da Silva.

O estudo inédito no Brasil faz parte do pós-doutorado de Denize, desenvolvido em parceria com a pesquisadora Emico Okuno, do Instituto de Física Nuclear da Universidade de São Paulo (USP).

Pelo mundo, outras análises já apontam indícios de que o uso do equipamento pode causar problemas na visão, hipertensão, distúrbios do sono e danos ao cérebro. Em 2011, a Organização Mundial da Saúde classificou o celular como possivelmente cancerígeno.

Nas crianças, estudiósos defendem que, por terem a cabeça menor e os ossos do crânio mais finos, a radiação do celular pode atingir partes mais profundas do cérebro, o que pode gerar danos à saúde.

Agência Sanitária da França aponta, em pesquisa divulgada em 2016, que em crianças, as ondas eletromagnéticas emitidas por celulares podem ter efeitos sobre as funções cognitivas, especialmente memória, atenção e coordenação.

Denize vai a 90 escolas públicas e privadas, onde deve conversar com 2.400 crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, além de pais, e profissionais das unidades de ensino. “O uso inadequado de telefone celular por crianças e adolescentes é bastante preocupante por questões relacionadas tanto com a exposição à radiação quanto ao comportamento”, ressalta.

 


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